KPI Assessoria Contábil e Financeira
A gestão de contas a pagar e receber é uma das áreas mais críticas da administração financeira de qualquer empresa. Apesar disso, muitos negócios ainda cometem erros que comprometem o controle de fluxo de caixa, geram desorganização na rotina financeira empresarial e, no pior dos cenários, colocam em risco a sustentabilidade da operação.
Neste artigo, vamos identificar os erros mais frequentes nesse processo, entender como evitá-los e por que essa gestão é tão estratégica para a saúde financeira de uma organização.
A gestão de contas a pagar e receber compreende o controle de todas as entradas e saídas de recursos da empresa. No contas a pagar, estão incluídos salários, fornecedores, impostos, empréstimos e demais compromissos financeiros. Já no contas a receber, entram vendas a prazo, boletos faturados, recebimentos recorrentes e cobranças de inadimplentes.
Mais do que registrar valores, essa gestão exige planejamento, previsibilidade e integração com o fluxo de caixa para garantir que a empresa consiga honrar seus compromissos sem comprometer sua operação.
1. Falta de controle e registro das movimentações Não ter um sistema ou planilha de controle atualizada compromete a visibilidade da empresa sobre o que precisa pagar e o que está para receber. Esse é um dos erros financeiros mais comuns — e perigosos.
2. Atraso em pagamentos ou recebimentos Pagamentos fora do prazo geram multas, juros e perda de credibilidade com fornecedores. Por outro lado, não cobrar clientes inadimplentes no tempo certo afeta diretamente o caixa.
3. Falta de conciliação bancária A empresa precisa cruzar periodicamente os lançamentos financeiros com os extratos bancários. Ignorar essa prática pode gerar inconsistências e dificultar a tomada de decisão.
4. Mistura de contas pessoais com contas da empresa Esse erro compromete não apenas o controle de caixa, mas também a gestão tributária, a apuração correta de resultados e a tomada de decisões baseada em dados confiáveis.
5. Ausência de previsibilidade de caixa Quando a empresa não trabalha com projeções, ela perde a capacidade de antecipar gargalos financeiros. A falta de planejamento da rotina financeira empresarial pode gerar desequilíbrios inesperados.
Cada erro citado compromete diretamente o controle de fluxo de caixa — o que prejudica o planejamento financeiro, o pagamento de fornecedores e o investimento em crescimento. Um fluxo de caixa desorganizado torna a empresa vulnerável a imprevistos, eleva a dependência de crédito e reduz a margem de negociação com parceiros comerciais.
Empresas com boa gestão financeira antecipam entradas e saídas, evitam surpresas no fechamento do mês e têm mais controle sobre sua liquidez.
Para manter a saúde do seu negócio, é fundamental adotar as seguintes medidas:
Utilize um sistema integrado de gestão financeira;
Estabeleça uma rotina de conferência e conciliação diária;
Programe alertas para vencimentos e prazos de recebimento;
Separe as contas bancárias da empresa das contas pessoais;
Trabalhe com projeções de fluxo de caixa mensais e semanais;
Formalize políticas de cobrança e relacionamento com fornecedores.
Essas práticas tornam a rotina financeira empresarial mais eficiente e menos suscetível a falhas operacionais.
Erros na gestão de contas a pagar e receber custam caro — e não apenas em reais. Eles prejudicam o planejamento, minam a confiança de parceiros e comprometem a estabilidade financeira da empresa. Por isso, investir em boas práticas de controle e automação é uma decisão estratégica, especialmente para negócios que desejam crescer com segurança.
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Neste artigo, você vai aprender o que é essa análise, quais critérios considerar e como ela se relaciona com o retorno sobre investimento (ROI) e o planejamento estratégico empresarial.
A viabilidade econômica é a capacidade de um projeto gerar resultados financeiros positivos em relação aos recursos investidos. Ela considera variáveis como custos, receitas, tempo de retorno e riscos envolvidos. Avaliar a viabilidade é fundamental para reduzir incertezas e evitar a alocação inadequada de capital.
Esse tipo de análise pode ser aplicado tanto em novos empreendimentos quanto na expansão de operações, desenvolvimento de produtos, abertura de filiais ou mesmo investimentos em marketing e tecnologia.
A análise de viabilidade é um estudo estruturado que projeta os resultados financeiros de um projeto. Ela geralmente envolve:
Estimativa de investimentos, custos fixos e variáveis;
Previsão de receitas;
Projeção do fluxo de caixa;
Cálculo do retorno sobre investimento (ROI);
Avaliação de riscos e cenário pessimista/realista/otimista.
Essa análise é a base para que decisões sejam tomadas com mais segurança, alinhadas ao planejamento estratégico da empresa.
O retorno sobre investimento (ROI) é um dos indicadores mais utilizados na avaliação da viabilidade econômica. Ele mede quanto uma empresa pode ganhar em relação ao que foi investido em um projeto.
A fórmula básica é: ROI = (Lucro obtido – Investimento) ÷ Investimento × 100
Por exemplo: se um projeto custou R$ 100 mil e gerou um retorno de R$ 140 mil, o ROI será de 40%. Esse índice indica que houve retorno positivo, justificando o investimento.
Além do ROI, outros indicadores são fundamentais para uma análise completa de viabilidade econômica, como o payback — ou seja, o tempo necessário para recuperar o investimento inicial. Esse dado ajuda a entender em quanto tempo o projeto começará a gerar lucro real.
Outro elemento essencial é a identificação do ponto de equilíbrio (break-even), que mostra o volume mínimo de vendas ou receitas necessário para que os custos fixos e variáveis sejam cobertos.
A partir dessas análises, é possível estabelecer metas financeiras realistas, alinhadas à capacidade operacional da empresa e ao seu planejamento estratégico. Esses indicadores trazem previsibilidade ao negócio e permitem correções de rota antes de comprometer a sustentabilidade do projeto.
Um projeto tende a ser lucrativo quando:
A projeção de receitas é maior que os custos diretos e indiretos;
O tempo de retorno do investimento é razoável para o porte do negócio;
Os riscos identificados são mitigáveis ou compensados por alta margem;
O projeto está alinhado com os objetivos estratégicos da empresa;
Existem recursos financeiros, humanos e operacionais para execução.
Mas atenção: mesmo que um projeto pareça lucrativo, é a análise técnica que valida essa percepção com dados concretos.
A avaliação de viabilidade não deve ser isolada — ela precisa estar conectada ao planejamento estratégico empresarial. Isso garante que os investimentos estejam alinhados à missão, visão e metas da organização.
Por exemplo, um projeto pode ter ROI positivo, mas se não estiver alinhado ao posicionamento de mercado da empresa ou consumir recursos críticos de outras áreas prioritárias, ele pode se tornar um obstáculo ao crescimento sustentável.
Empresas maduras integram a análise de viabilidade às suas decisões estratégicas, transformando dados financeiros em decisões inteligentes.
Avaliar a viabilidade econômica de um projeto é um passo fundamental para garantir que os recursos da empresa sejam bem aplicados. Essa análise proporciona clareza, reduz riscos e ajuda a tomar decisões embasadas. Mais do que um cálculo, ela representa um compromisso com a sustentabilidade e o crescimento inteligente dos negócios.
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